Publicado por: nucleoharmonica | 12 Março, 2008

Economia de movimentos

        Envelhecer. Palavra que tem amedrontado um número cada vez maior de pessoas. Perdemos força, equilíbrio, elasticidade da pele e dos músculos, agilidade, movimento.

       Sem descartar as degenerações próprias do envelhecimento, o corpo pode frear esse processo se for cuidado da maneira adequada desde antes disso acontecer. Esse cuidado inclui alimentação saudável e exercício físico, o que já não é nenhum segredo. Mas, especificamente quanto a exercícios físicos, será que usamos todas as possibilidades de movimento que o corpo oferece? E mais, estamos cuidando da saúde das nossas articulações e fibras musculares? O simples fato de realizar exercícios físicos não significa que estamos tendo esse cuidado. Isso porque muitas vezes o movimento sai “curto”, descoordenado, com compensações de outros músculos quando a carga está alta demais, sem contar a falta de concentração. Se todo o corpo está alinhado, a carga não precisa ser muito alta para que o exercício tenha resultado, e o movimento fica mais bonito, fluido. Além disso, o alongamento não pode ser deixado de lado, já que previne contraturas, aumenta a flexibilidade geral e evita ou minimiza o risco de lesões relacionadas a atividades físicas, valendo também a “regra” de alinhamento e encaixe do corpo para que ele não “roube” compensando aquela dorzinha da posição com outra posição mais confortável.

      A maioria das dores, que não sejam causadas por traumas, são causadas por vícios posturais e de movimentos, que levam a problemas de postura, encurtamentos musculares e inflamações (bursites, tendinites e outras “ites”) que causam dor e levam a mais problemas de postura, mais encurtamentos musculares e mais dor, entrando num círculo vicioso. Com orientação correta, é possível reaprender movimentos (recuperando ou reestabelecendo sua amplitude), realinhar o corpo, alongar músculos retraídos e ativar músculos “esquecidos”. Uma fisioterapeuta me disse certa vez que o alongamento para a fisioterapia deveria ser como escovar os dentes para a odontologia, e que deveríamos cuidar da nossa higiene corporal.

      Movimento é saúde e vida. Pratique.

 

Elisa Frigini

Fisioterapeuta


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