Publicado por: nucleoharmonica | 7 Novembro, 2008

Acupuntura Estética

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A acupuntura vem ganhando cada vez mais espaço entre as pessoas que procuram manter o equilíbrio como um todo e, consequentemente, melhor qualidade de vida.

A grande novidade é a aplicação desta técnica para fins estéticos. 

Além dos benefícios gerais da acupuntura como controle hormonal, alívio de dores e noites bem dormidas, a acupuntura estética diminui marcas de expressão e rugas, relaxa o sistema nervoso, harmoniza órgãos e vísceras, evita o envelhecimento precoce, aumenta a tonificação muscular, ativa a circulação local, melhora a auto-estima e pode diminuir os riscos de atrofias e espasmos faciais.

A aplicação é dirigida principalmente ao tratamento de rugas e sulcos facias, mas também é utilizada para tratar: acne, manchas da pele, redução e tonificação abdominal, tonificação de glúteos, levantamento de seios e aumento do volume das mamas, celulites, estrias, quelóides, cicatrizes e também auxilia no pós-operatório de cirurgias plásticas.

Na face, a técnica de acupuntura em estética relaciona-se ao funcionamento dos músculos da expressão. A cada contração a pele é repuxada, esticada ou franzida. Esta ação ao ser repetida várias vezes durante a vida, provocará marcas permanentes. A acupuntura visa minorar, ou retardar ao máximo a fixação dessas marcas.

No corpo é refletido o estado físico e também o emocional de cada pessoa e o rosto revela, nas marcas de expressão, o resultado dos estímulos internos que estão ligados às emoções e aos sentimentos. O físico, o mental e o espiritual estão diretamente ligados à beleza. Assim, é possível verificar este equilíbrio através da face do indivíduo.

Por isso o foco do trabalho estético não é apenas tratar o externo, “lapidando” a face e o corpo, mas também é promover o equilíbrio emocional e o bem estar geral do paciente, prevenindo o aparecimento precoce de novas marcas e ações do tempo. 

As sessões duram de 30 a 90 minutos.

Publicado por: nucleoharmonica | 6 Maio, 2008

Som e Vida – Musicoterapia, Gestação e Parto

São muitos os sons que nos cercam a todo instante: o despertador ao acordar, a colher batendo na xícara de café, os carros na rua, as teclas do computador no ambiente de trabalho, conversas, telefonemas e falatórios. E não são apenas os sons externos que chegam até nossos ouvidos, mas também os internos, como: batimentos cardíacos, movimentos dos órgãos, respiração, deglutição, zumbidos, enfim, sons por toda parte.

Os ouvidos às vezes doem, às vezes descansam… Nosso corpo por inteiro reage de diversas maneiras a esse bombardeio sonoro, o coração pode acelerar, o ritmo respiratório diminuir, a transpiração aumentar… Isso se dá porque os sons possuem vibrações que são captadas pelo organismo em sensações táteis desde o ventre materno.

Aos dois meses de gestação o feto tem as primeiras sensações táteis e começa a sentir o contato com a mãe. Ele não ouve e não enxerga, mas, graças também às vibrações, sente tudo o que acontece com ela, se está feliz, triste, ansiosa, nervosa ou eufórica.

A gestação é um momento de grandes expectativas, sentimentos e questionamentos, por isso é muito importante que se dê um olhar mais atento tanto para o bebê que está para nascer, quanto para a mãe que compartilha todo seu ser com o ele.

Nem sempre a relação entre os dois é prazerosa e o vínculo mãe-filho não se forma assim, da noite para o dia. É necessário tempo, compreensão e amor. E não tem melhor instrumento que a voz da mãe para ajudar nesse processo, ela é agradável e transmite carinho. Falar com o bebê, cantar para ele, desde o comecinho, fazer dessa relação uma satisfação mútua.

O trabalho da musicoterapia é justamente o de criar condições para que a relação mãe-bebê se torne cada vez mais forte, saudável e prazerosa. Dar apoio emocional na formação do vínculo, auxiliar no tipo mais adequado de respiração, no relaxamento e no alívio das dores, utilizando as vibrações sonoras e a música propriamente dita como ferramenta principal.

Dentro da barriga da mãe o bebê está se preparando para sobreviver no mundo. Tudo o que ele vivencia durante sua formação serve como referência futura.

As músicas ouvidas pela mãe e, principalmente a sua canção predileta também farão parte do universo sonoro do bebê, proporcionando tranqüilidade e segurança a ambos quando executadas durante o parto.

Ao nascer o bebê sofre uma ruptura um tanto brusca: passa do lugar quentinho e confortável em que estava para um espaço enorme, frio e estranho. A música tem o importante papel de ser mais uma referência, gerando, conseqüentemente, maior confiança para ele.

A maneira como tudo isso é desenvolvido faz toda diferença. O musicoterapeuta tem a missão de conduzir adequadamente o trabalho, acolhendo, orientando e dando o suporte necessário à futura mamãe, para que ela tenha a oportunidade de dar significado único e estímulo suficiente à sua grande espera. É ajudá-la a transformar seu amor em sons para que a chegada de seu filho seja mais que agradável: seja serena e feliz.

Sara Frigini

Musicoterapeuta / Acupunturista

Publicado por: nucleoharmonica | 12 Março, 2008

Acupuntura

O que é?

A Acupuntura é um antigo método terapêutico da Medicina Tradicional Chinesa que se baseia na estimulação de determinados pontos do corpo com agulhas de diferentes tamanhos e também com equipamentos específicos, a fim de restaurar o manter o equilíbrio energético e, portanto, a saúde.

Como funciona?

A explicação clássica chinesa é de que existem canais de energia que seguem caminhos pelo corpo, chamados de meridianos. Eles seriam como rios que vão fluindo pelo corpo para irrigar e nutrir os tecidos. Uma obstrução no movimento desses rios atuaria como se fosse uma represa, que retira água de certas regiões e concentra em outras, desequilibrando o sistema. Esses meridianos são influenciados pela inserção das agulhas nos pontos específicos.

Já a ciência contemporânea, após estudos controlados, diz que a acupuntura atua diretamente no sistema nervoso, liberando substâncias químicas locais e à distância, incluindo o próprio cérebro. Esses transmissores químicos são capazes de influenciar o modo como o organismo reequilibra a sua química, promovendo a normalidade de funcionamento.

Assim, a acupuntura estimula as habilidades curativas naturais do organismo, promovendo o bem estar físico e emocional.

Indicações

A acupuntura é indicada para promover a saúde e o bem-estar, prevenir doenças e também nos seguintes tratamentos:

  •  Stress;
  •  Controle emocional;
  •  Controle hormonal;
  •  Sistema digestivo;
  •  Sistema respiratório;
  •  Insônia;
  •  Dores em geral;
  •  Estética facial;
  •  Estética corporal.

Publicado por: nucleoharmonica | 12 Março, 2008

Pilates? O que é isso?

         Com frequência tenho ouvido de pessoas próximas ou nem tanto: “você trabalha com Pilates? Que legal, mas o que é isso mesmo?”, e coisas do tipo: “Pilates são aquelas bolas, né?” e “ah, fiz uma aula uma vez e o instrutor pediu para manter a barriga estufada durante os exercícios…” (em relação ao último comentário, Pilates deve ter se revirado no túmulo!!!). Afinal de contas, o que é esse tal de Pilates, tão na moda utimamente? Vamos por partes…

     Este método, criado pelo alemão Joseph Pilates na época da Primeira Guerra Mundial, reúne exercícios feitos no solo ou equipamentos que usam molas como resistência ou assistência, e nunca ultrapassam dez repetições por exercício, pois busca a qualidade do movimento, não a quantidade.

        Baseado em princípios como concentração, controle, precisão e coordenação, centralização, fluidez de movimentos, alinhamento postural e respiração dentre outros, Pilates trabalha o corpo como um todo, proporcionando ganho de força, flexibilidade, alongamento, tônus muscular, melhora da postura e da capacidade respiratória.

        O trabalho com bolas, faixas elásticas, bastões e outros acessórios vieram da experiência do uso do Pilates e da criatividade de instrutores em fazer algo novo com o método, sem deixar de lado os princípios já citados.

        Conheci a técnica há cerca de 5 anos e me apaixonei, tanto pelo trabalho em si, quanto pela possibilidade de usá-lo em Fisioterapia, pois, se bem aplicado, reduz o risco de lesões em exercícios, podendo até ajudar na recuperação daquelas já instaladas, sendo também o intermediário entre a clínica e as academias de ginástica. E qualquer pessoa pode praticar Pilates, desde atletas a sedentários, de crianças à terceira idade, mas isso já é assunto para um próximo artigo…

        Em tempo: o abdômen nunca deve estar “estufado” e sim contraído durante a realização de todos os exercícios, pois é do centro do corpo que devem partir os movimentos das extremidades, o chamado Centro de Força ou Powerhouse.

Elisa Frigini
Fisioterapeuta
Publicado por: nucleoharmonica | 12 Março, 2008

Economia de movimentos

        Envelhecer. Palavra que tem amedrontado um número cada vez maior de pessoas. Perdemos força, equilíbrio, elasticidade da pele e dos músculos, agilidade, movimento.

       Sem descartar as degenerações próprias do envelhecimento, o corpo pode frear esse processo se for cuidado da maneira adequada desde antes disso acontecer. Esse cuidado inclui alimentação saudável e exercício físico, o que já não é nenhum segredo. Mas, especificamente quanto a exercícios físicos, será que usamos todas as possibilidades de movimento que o corpo oferece? E mais, estamos cuidando da saúde das nossas articulações e fibras musculares? O simples fato de realizar exercícios físicos não significa que estamos tendo esse cuidado. Isso porque muitas vezes o movimento sai “curto”, descoordenado, com compensações de outros músculos quando a carga está alta demais, sem contar a falta de concentração. Se todo o corpo está alinhado, a carga não precisa ser muito alta para que o exercício tenha resultado, e o movimento fica mais bonito, fluido. Além disso, o alongamento não pode ser deixado de lado, já que previne contraturas, aumenta a flexibilidade geral e evita ou minimiza o risco de lesões relacionadas a atividades físicas, valendo também a “regra” de alinhamento e encaixe do corpo para que ele não “roube” compensando aquela dorzinha da posição com outra posição mais confortável.

      A maioria das dores, que não sejam causadas por traumas, são causadas por vícios posturais e de movimentos, que levam a problemas de postura, encurtamentos musculares e inflamações (bursites, tendinites e outras “ites”) que causam dor e levam a mais problemas de postura, mais encurtamentos musculares e mais dor, entrando num círculo vicioso. Com orientação correta, é possível reaprender movimentos (recuperando ou reestabelecendo sua amplitude), realinhar o corpo, alongar músculos retraídos e ativar músculos “esquecidos”. Uma fisioterapeuta me disse certa vez que o alongamento para a fisioterapia deveria ser como escovar os dentes para a odontologia, e que deveríamos cuidar da nossa higiene corporal.

      Movimento é saúde e vida. Pratique.

 

Elisa Frigini

Fisioterapeuta

Publicado por: nucleoharmonica | 11 Março, 2008

Musico… o que? MUSICOTERAPIA!!!

         Outro dia passou um casal de adolescentes em frente à clínica (HARMÔNICA – Núcleo de Qualidade de Vida) e eu, lá de dentro ouvi a garota perguntar: “Musicoterapia? O que é isso?”. O rapaz respondeu com a maior convicção: “Eles colocam uma música e depois fazem massagem em você”. E, como que num suspiro, ela disse um “Ah!”.

Confesso que senti um arrepio subindo pela espinha e meu queixo caiu de indignação. Como assim “eles colocam uma música e fazem massagem”?

Mesmo na época da faculdade eu já ficava um tanto brava com certas colocações deste tipo, e meus colegas de outras áreas brincavam comigo: “usou muita musiquinha de relaxamento hoje?” ou então “pra que você faz essa faculdade se depois é só colocar um CD New Age pros outros ouvirem?”. Devo dizer que não é bem assim.

Depois de inserida no mercado de trabalho percebi que a população realmente não sabe do que se trata, e, é claro, a culpa não é dela, já que o assunto é relativamente novo.

Pois bem, então vamos ver que “raio de coisa é essa” que deram o nome de MUSICOTERAPIA.

Segundo a Federação Mundial de Musicoterapia, nada mais é que “a utilização da música e/ou dos elementos musicais (som, ritmo, melodia e harmonia) pelo musicoterapeuta e pelo cliente ou grupo, em um processo estruturado para facilitar e promover a comunicação, o relacionamento, a aprendizagem, a mobilização, a expressão e a organização (física, emocional, mental, social e cognitiva) para desenvolver potenciais e desenvolver ou recuperar funções do indivíduo de forma que ele possa alcançar melhor integração intra e interpessoal e consequentemente uma melhor qualidade de vida”.

A grosso modo, a Musicoterapia é um tratamento terapêutico realizado pelo paciente e por um profissional devidamente qualificado, que utiliza a música como ferramenta de trabalho.

O paciente é submetido a uma anamnese (ou entrevista), algumas sessões de avaliação (dependendo do caso) e depois é formado um plano de tratamento a ser realizado, individualmente ou em grupo.

E como se dá esse tratamento? Como a música é utilizada?

A Musicoterapia associa a música aos aspectos do paciente a serem tratados, às características de uma patologia, como: problemas emocionais, depressão, stress, dor, síndromes diversas (neurológicas, genéticas e comportamentais), afasias, pacientes em coma, derrames cerebrais (AVC), crianças com problemas de aprendizagem, autismo, atraso no desenvolvimento neuro-psico-motor, etc.

Existem várias técnicas de tratamento, classificadas como “ativas” ou “passivas” que são derivadas de quatro principais: Improvisação, Re-Criação, Audição e Composição Musicais.

Durante a sessão, o paciente pode tocar um instrumento, cantar, dançar ou apenas ouvir uma música, tocada pelo musicoterapeuta ou gravada; e pode fazer tudo isso sozinho ou acompanhado pelo profissional. Não é necessário que o paciente tenha formação ou conhecimento musical para vivenciar e participar da Musicoterapia.

Agora, será que a música é capaz de ajudar no tratamento de todos estes casos relacionados logo acima?

Já se sabe (e não é de hoje) dos efeitos da música sobre o Ser Humano. Ela atinge não só nossos ouvidos, mas também nossa pele, nossos ossos, nosso cérebro, enfim, todo o nosso organismo. Além de proporcionar o bem-estar, também alivia dores físicas e emocionais, e ajuda em processos neurológicos.

No caso do alívio da dor, a música atinge áreas cerebrais específicas que liberam a endorfina, substância responsável por nossa sensação de prazer. E, adicionado a isso, a pessoa volta sua atenção à música, distraindo-se da dor. Isso porque ambas, música e dor, são processadas em regiões cerebrais em comum, e “como só passa um estímulo por vez, a música toma o lugar da dor”, segundo o professor de musicoterapia Renato Tocantins Sampaio, em entrevista à Folha Equilíbrio em Janeiro de 2003.

Num outro aspecto, alguns pesquisadores acreditam que a música pode ser considerada como sendo uma forma de linguagem e comunicação, por ser processada também em áreas cerebrais relacionadas à linguagem, e não só no córtex auditivo, como a área de Broca, responsável por nossa compreensão gramatical.

Dessa maneira dá para se ter uma noção da importância da música na vida das pessoas, até mesmo daquelas que dizem não gostarem de música. O tempo todo nós somos submetidos a sons e ruídos de todo tipo que influenciam o nosso dia-a-dia, o nosso humor.

O cantor Oswaldo Montenegro compôs uma canção belíssima chamada “Sem Mandamentos”, que diz assim: “Hoje eu quero que os poetas dancem pela rua pra escrever a música sem pretensão, eu quero que as buzinas toquem flauta-doce e que triunfe a força da imaginação”. Então, imaginem vocês se as buzinas do engarrafamento do tráfego da cidade de São Paulo soassem como a flauta-doce… Se tocassem uma suave e agradável melodia… Eu duvido muito que as pessoas continuariam a gritar, xingar e brigar por estarem ali naquela situação rotineiramente estressante. E me dou o direito de pensar que ao som de uma boa música, por assim dizer, o trânsito poderia até fluir mais livremente.

Mas esta é só uma hipótese para exemplificar o quanto a música está presente no nosso cotidiano.

Por isso, por que não usa-la de maneira consciente e para o nosso próprio bem? Essa é a tarefa da Musicoterapia.

Quem vivencia o processo musicoterápico não experimenta simplesmente uma nova abordagem terapêutica, mas experimenta uma nova e prazerosa maneira de viver.

   

Sara Frigini

 Musicoterapeuta e Acupunturista

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